A colaboração como chave: uma resposta rápida e humanitária da JTI

Entrevista realizada com os colaboradores da empresa: Roberto Macedo, Juscelino Santos, João Carvalho e Cristina Quatke. 

Entrevista realizada com os colaboradores da empresa: Roberto Macedo, Juscelino Santos, João Carvalho e Cristina Quatke. 

No caos das enchentes, uma das grandes lições foi que a resposta à crise não pode vir de um só lugar! Temos como exemplo a JTI, que entendeu isso e se integrou a uma rede de apoio que incluía o governo, a sociedade civil e outras empresas. A JTI já tinha uma estrutura para lidar com crises antes da enchente. O Comitê de Crise, que havia sido ativado na pandemia de Covid-19 e em outras ocasiões, serviu de base para a resposta.

A resposta da empresa foi guiada por um princípio fundamental: colocar as pessoas no centro de todas as ações. A primeira medida foi garantir a segurança dos colaboradores, com a decisão da interrupção da operação para garantir que todos os colaboradores estivessem seguros em casa.

O compromisso com as pessoas se estendeu por toda a crise. A JTI criou um canal de comunicação chamado SOS para que os funcionários pudessem pedir ajuda. Um exemplo notável foi o pedido de um colaborador de Rio Pardo, que precisava de um caminhão para remover seus pertences antes que a água invadisse sua casa, a ordem foi “dar um passo e vai”, e um caminhão foi enviado imediatamente. Este foi o resultado de uma ação rápida que foi tomada para resgatar com segurança o colaborador e seus pertences.

A empresa se tornou parte do gabinete de crise da Defesa Civil Estadual, que se estabeleceu em Santa Cruz do Sul. Essa proximidade permitiu que a JTI tivesse uma visão geral do que a região enfrentava e trouxesse informações estratégicas para seu próprio Comitê de Crise. Essa colaboração foi além das reuniões. Quando a JTI foi convidada a assumir a coordenação do Centro de Distribuição Estadual na UNISC, a empresa aceitou colaborar, cedendo colaboradores, empilhadeiras e caminhões. 

A parceria não parou na logística: a JTI também trabalhou para ajudar os municípios a se organizarem, destinando recursos internos para auxiliar na criação de controles das doações que chegavam de todo o país. A atuação da empresa foi tão significativa que a JTI recebeu reconhecimentos do Governo RS, no momento do encerramento das atividades do Centro de Distribuição Estadual na UNISC, e do Exército, além de ser condecorada com a “Flor de Lótus”. O trabalho conjunto com a comunidade e as autoridades demonstrou que a resposta eficaz exigiu a união de todos.

A resposta da empresa à enchente foi além do socorro imediato, trabalhando a reconstrução e a resiliência a longo prazo. A empresa estabeleceu um programa de suporte para funcionários e produtores integrados, com auxílios financeiros de até R$ 20 mil para os mais afetados. O apoio não foi apenas em dinheiro; incluiu também a doação de insumos agrícolas para os produtores e eletrodomésticos para os que tiveram suas casas inundadas, tudo com o objetivo de ajudar na reconstrução.

Olhando para as comunidades, a empresa buscou projetos com impacto duradouro. Um dos destaques foi a contribuição para a recuperação da ponte centenário de Sinimbu, uma obra que a empresa vê como um símbolo de legado. Com o apoio da JTI, o Programa Voluntários do Bem (PVB) promoveu uma campanha de matchfunding que culminou em uma relevante contribuição ao CISVALE (Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo), para que pudessem equipar a Defesa Civil com sete embarcações, além de outros itens essenciais para enfrentamento às situações de crise. Outra iniciativa foi a parceria com a UNISC e o Programa Muda para realização de diagnóstico do Rio Pardinho, que foi devastado pela enchente. Essas ações demonstram a visão de que a empresa não apenas respondeu à crise, mas também contribuiu para a resiliência e a adaptação futura da região.

A empresa também dedicou esforços para localizar cada funcionário e produtor, garantindo que todos estivessem bem e em segurança. Essa preocupação genuína com o bem-estar dos colaboradores e produtores foi um dos pilares da resposta da JTI, demonstrando que a agilidade e a abordagem humanitária foram prioridade durante a crise.

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